De perto, ninguém é normal

Em tempos hipermodernos, em um único dia somos estimulados centenas de vezes, apenas através da internet. Novas informações, notícias, produtos, quem consegue acompanhar?

O excesso também está dentro da nossa casa, em roupas e objetos que não usamos. O tempo é curto e não temos tempo para administrar a bagunça que nós mesmos criamos.

Talvez por ser este o caminho inevitável ou por estarmos realmente cansados da ostentação, uma onda de naturalidade está nos alcançando.

Comparar o movimento de uma tendência à uma onda pode ser graficamente necessário, se lembrarmos como elas funcionam. Quando uma novidade chega ao seu ápice, outra imediatamente começa a tomar forma. Não por acaso, muitas vezes o que logo vem em seguida trata-se de alguma expressão exatamente contrária da anterior. As mesmas podem ser apenas passageiras e iniciadas por ações isoladas – como uma novela, uma personalidade – ou estruturalmente motivadas por aspectos culturais, políticos e econômicos.

Neste caso, podemos relacionar a necessidade de simplicidade às mudanças visíveis em nossa sociedade: as casas estão menores, pessoas estão buscando trabalhar com o que amam e ganhando menos dinheiro, dessa maneira podem adquirir apenas o necessário para seu estilo de vida.

Essas mudanças estruturais influenciam na maneira que consumimos e podem refletir em outros âmbitos, como no modo que vemos e nos relacionamos com a própria beleza, por exemplo.

A Oficina de Estilo, empresa de consultoria de imagem, não à toa adotou como lema a frase “substitua consumo por autoestima”.

Há alguns anos a marca Dove vem promovendo a campanha pela Real Beleza e mais do que nunca ela encontra lugar. Alta, baixa, lisa, crespa, 38 ou 48: você é linda.

No início deste mês, vimos que Chuck Close fotografou Scarlett Johansson e Kate Winslet – entre outros – sem maquiagem para a revista Vanity Fair.

scarlett-johanson-sem-maquiagem

Kate e Scarlett – sem make ou photoshop – para Vanity Fai

Estamos em processo de aceitação. Mudar a imagem que temos de nós mesmos – as vezes por anos nutrida negativamente – pode não ser fácil, mas o mundo nos está mostrando que está pronto para isso.

Utilizar pouca – ou nenhuma maquiagem – assumir seus cabelos do jeito que são, amar suas sardas e joelhos: agora é a hora. A beleza está no que você é naturalmente e não em ser normal. Pois o normal, na verdade, não existe.


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2 comentários sobre “De perto, ninguém é normal

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